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Filosofia
Ciência & Vida |
Nada pelo eterno Acreditar em algo de forma devota,
agarrar-se a determinada ideia ou condição sem alimentar a dúvida, sem levar em
conta o finito, sem considerar que o que havia planejado só existia no mundo
das ideias, e se ver diante da não realização, da não concretização, é de uma melancolia
sem tamanho, Essa condição é ilustrada na
figura do mito de Sísifo, aquele personagem que carrega a pedra
até o
cume da montanha e vê, num momento de semi-realízação, o objeto do seu
esforço cair morro abaixo, levando para o ponto zero os sonhos e ilusões. E essa foi a
metáfora
usada pelo francês Albert Camus, tema de capa desta edição, para ilustrar a
condição do homem, do absurdo da vida, sob a visão do
existencialismo, O autor do artigo sobre o tema, Jorge Luis
Gutíérrez,
doutor em Lógica e Filosofia da Ciência pela Unicamp,
explica que o homem absurdo é aquele que, sem o negar,
nada faz pelo eterno, não joga para uma dimensão perene e contínua as suas
pretensas realizações. Para tanto, Camus adverte: devemos
evitar acreditar no sentido profundo das coisas, Boa leitura! Marcelo Galli |
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O Absurdo da Existência |
“A REVOLTA DO HOMEM ABSURDO” Jorge luis Gutiérrez Pág 23 a 33
MATÉRIA DE CAPA: |
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