Filosofia Ciência & Vida
Produzido por Editora Escala
Edição Nº: 21

 

Filosofia Ciência & Vida

 

Nada pelo eterno

 

Acreditar em algo de forma devota, agarrar-se a determina­da ideia ou condição sem alimentar a dúvida, sem levar em conta o finito, sem considerar que o que havia planejado só existia no mundo das ideias, e se ver diante da não realização, da não concretização, é de uma melancolia sem tamanho, Essa condição é ilus­trada na figura do mito de Sísifo, aquele personagem que carrega a pe­dra até o cume da montanha e vê, num momento de semi-realízação, o objeto do seu esforço cair morro abaixo, levando para o ponto zero os sonhos e ilusões. E essa foi a metáfora usada pelo francês Albert Camus, tema de capa desta edição, para ilustrar a condição do homem, do absurdo da vida, sob a visão do existencialismo,

O autor do artigo sobre o tema, Jorge Luis Gutíérrez, doutor em Lógica e Filosofia da Ciência pela Unicamp, explica que o homem absurdo é aquele que, sem o negar, nada faz pelo eterno, não joga para uma di­mensão perene e contínua as suas pretensas realizações. Para tanto, Ca­mus adverte: devemos evitar acreditar no sentido profundo das coisas,

 

Boa leitura!

 

Marcelo Galli

 

O Absurdo da Existência

Filosofia
Ciência & Vida 21 traz uma discussão sobre o sentido da vida, baseada na obra de Albert Camus. Para o pensador e literato, a condição humana revela grandes absurdos e pouca finalidade, como em seu mito de Sísifo - personagem cujo feito principal de sua vida é desfeito em casualidades, em comparação ao que ocorre em nossa existência.

 

 

“A REVOLTA DO HOMEM ABSURDO”

  Jorge luis Gutiérrez

 

 

Pág 23 a 33


MATÉRIA DE CAPA:
"A revolta do homem absurdo"
Jorge Luis Gutiérrez
(texto integral)

 

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